Casos Clínico de Agosto de 2019

Serviço de Gastrenterologia do Hospital Beatriz Ângelo

Mulher de 61 anos com história pessoal de hipertensão arterial essencial e obstipação crónica, medicada com lisinopril. Recorreu ao serviço de urgência por quadro de dor abdominal nos quadrantes abdominais esquerdos, associada a paragem de emissão de fezes com 4 dias de evolução, com trânsito mantido para gases. Além disso, referia diarreia com 2-3 dejeções por dia, de fezes líquidas sem sangue, muco ou pus, e febre (Tmáx 38,1ºC) com 1 dia de evolução. Objetivamente apresentava-se vigil, hemodinamicamente estável, abdómen mole, depressível, doloroso à palpação da fossa ilíaca e flanco esquerdos, sem defesa ou reação peritoneal. Analiticamente apresentava elevação de parâmetros de fase aguda (leucocitose 15.000, PCR 21). Radiografia de abdómen em pé sem distensão cólica ou níveis hidroaérios. Realizou TC abdominal com contraste IV que revelou espessamento parietal difuso do cólon descendente com realce mucoso mantido e discreta quantidade de líquido pélvico. Realizou colonoscopia total com progressão até aos 40cm da margem anal, observando-se úlceras profundas e confluentes que atingiam 75% da circunferência luminal. A mucosa do reto não apresentava alterações.

Qual a hipótese de diagnóstico mais provável?

  1. Colite a Citomegalovirus (CMV)
  2. Colite isquémica
  3. Colite amebiana
  4. Colite ulcerosa
  5. Colite a Clostridium difficile
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